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“A sua vida era ao contrário da do cidadão normal”
Maximiano de Sousa, mais conhecido por Max, deixou a sua marca na história da música portuguesa. Viajou pelo mundo e cantou a beleza da Madeira em muitas comunidades. O público conhecia-o em palco, mas no recanto da sua casa, só mesmo o filho José António Sousa, agora com 66 anos, é que pode contar como foi crescer numa família em que o pai era um artista muito solicitado.
A viver desde os seus três anos em Lisboa, mas nascido na freguesia de São Pedro, no Funchal, José António Sousa começa a contar à Olhar, numa entrevista telefónica, que se habituou a ter «um pai ausente». Relativamente ao seu pai afirma que «a sua vida era completamente ao contrário da do cidadão normal, quando me levantava de manhã para ir para o liceu, o meu pai estava a chegar de um espectáculo de longe». E a provar que por vezes era muito difícil ter um pai artista com reconhecimento internacional foi o facto de José António Sousa ter ficado «sem pai durante dois anos e seis meses, que foi o tempo que ele esteve nos Estados Unidos da América». Isso aconteceu em 1956/7, altura em que José António Sousa entrava na adolescência.
Composição das músicas estava na genética dele
O único filho ainda vivo de Max assegura que o artista «tinha uma vida muito intensa, apesar de parecer uma pessoa lenta e sem pachorra». No entanto, garante que era muito atento ao que se passava em seu redor e isso reflectia-se na composição das músicas. «Quando tinha uma ideia, ele ia a correr para o gravador e punha-se a debitar para lá umas notas e uns acompanhamentos, umas harmonias, porque não sabendo uma nota de música ele era homem de dizer, inclusivé ao grande maestro Jorge Machado, “eu imaginei isto assim: na,na,na tran!”. Ele construía isto tudo na sua cabeça, era uma coisa que estava na genética dele, porque já fazia desde miúdo».
Max tinha as ideias, mas José António Sousa lamenta que, por vezes, era mal acompanhado. «Ele não tinha dinheiro para pagar um escritor de música para escrever as composições e por isso chamava um maestro qualquer que escrevia o que meu pai dizia, depois aparecia o nome desse maestro junto ao nome do meu pai, quando aquilo era só do Max», revelou o filho do artista.
Por isso, quando Max começou a trabalhar com o maestro Jorge Machado a carreira do artista madeirense deu uma volta de 180 graus. José António Sousa salienta que o seu pai «teve a sorte de trabalhar com um homem digno e tenho que fazer justiça àquele grande maestro que já nos deixou. Ele disse ao Max que nunca na vida iria pagar mais um tostão por debitar uma obra». E o maestro passou para a pauta todas as ideias que Max tinha, a partir de uma determinada altura da sua vida.
Se Max era muito bom na composição musical, ele também gostava de pegar num poema e musicá-lo. «O meu pai tinha uma grande capacidade que é inspirar-se num poema para fazer a música, ele dizia mesmo este poema tem música e é esta… e a letra encaixava perfeitamente para surpresa dos músicos que diziam que a métrica estava toda bem encaixada. Ele era realmente especial».
Letras mesmo suas, só mesmo duas ou três. Houve uma fase em que trabalhou com o letrista Artur Ribeiro. Max dava as ideias na parte musical e o letrista escrevia os poemas. Entre dois a três anos, muita música foi produzida.
Mas, segundo o filho, a época de ouro do artista madeirense foi na fase final da vida de Max, altura em que trabalhou com o poeta Vasco da Lima Couto. Foi desta união musical que saíram os temas como “Noite” e “Pomba Branca”, sendo que este último
tema é um hino à ilha, como relembra José António Sousa:
“Fui criança e andei descalço
Porque a terra me aquecia
E eram longos os meus olhos
Quando a noite adormecia
Vinham barcos dos países
E eu sorria a deus, sonhei
Traziam roupas, felizes
As crianças dos países
Nesses barcos a chegar”
Espólio de 50 anos de carreira estão com o filho
Max viveu grande parte da sua vida em Mem Martins, no concelho de Sintra. Após a sua morte, em Maio de 1980, a sua esposa continuou na mesma casa até ao seu falecimento. O artista teve dois filhos, um deles já falecido. José António Sousa é o mais velho e actualmente está reformado e encontra-se a viver em Torres Vedras. Com sete netos, diz com orgulho que tenta mostrar as músicas mais divertidas do bisavô aos mais novos. A casa onde Max morou já foi vendida, mas todo o espólio do artista encontra-se na posse do filho. O desejo de seu pai é que as suas memórias sejam entregues à Região, mas ainda não houve a oportunidade certa.
Logo a seguir à morte de Max, iniciaram-se os contactos entre José António Sousa e João Carlos Abreu para que o espólio fosse transferido para a Madeira. No entanto, essa altura coincidiu com o auge da sua carreira como assistente de realização na SIC e José António Sousa não tinha a disponibilidade necessária para um processo destes. O património de Max inclui a discografia, documentação, símbolos da sua carreira pelo mundo, fotografias e ainda as várias homenagens que recebeu.
O tempo foi passando e a transferência do espólio continua em espera e pode ser que com a iniciativa que o Núcleo de Homenagem a Max está a preparar para Outubro, a situação possa ser desbloqueada. No passado domingo José António Sousa e os responsáveis pela iniciativa, que está a ser organizada em honra do artista madeirense, encontraram-se em Lisboa para uma reunião preparatória de colaboração entre as partes. No entanto, o filho de Max garante que a memória do pai nunca foi esquecida nestes 20 anos que já passaram após a sua morte. De salientar que as fotos mais antigas publicadas nesta reportagem foram cedidas pelo filho de Max, José António Sousa e as fotos actuais são da autoria de Rogério Sousa, membro do Núcleo da Grande Homenagem a Max.”
“Artista receberá homenagem em Outubro
Maximiano de Sousa, conhecido em todo o Mundo como Max, receberá uma homenagem no próximo mês de Outubro. O programa está em preparação e está a ser levado a cabo por um Núcleo de Homenagem ao Max, constituído para o efeito. O objectivo é o de trazer à memória das gerações mais novas a obra de Max. O artista «vai para além do género humano, porque ele transcendeu tudo o que poderíamos esperar de um homem sem letras, mas que se revistiu de letras, um homem sem instrução e que se revistiu de educação pura e um homem que soube traduzir a alma de um povo».
«Sem saber música, musicava, sem saber escrever bem fez as letras mais lindas da paisagística poética do País, desculpem os grandes poetas, mas aquele homem não sabia escrever» e fez mais de 170 músicas. Assim era Max, um homem humilde que pedia liçença para cantar e desculpava-se por ter cantado. Levou o nome Madeira a vários cantos do Mundo e neste momento está um pouco esquecido.
Para regressar à memória do povo madeirense e também por esse mundo fora, um grupo de cidadãos decidiu prestar-lhe a devida homenagem. Para preparar o programa “Max – A Grande Homenagem”, foi criado um Núcelo de Homenagem a Max constituído pelos fadistas Carlos Amaral, Manuela Nobre e ainda pelo jurista Rogério Sousa. O principal objectivo é o de prestar «a merecida homenagem pública, regional e nacional» a Maximiano de Sousa, conhecido por Max, por ter sido um dos representantes máximos da canção, do humorismo e do próprio Fado.
Erradamente conhecido apenas pela música “A Mula da Cooperativa”, Carlos Amaral, que dá a cara por este projecto, avança ao Jornal da Madeira, que Max é muito mais do que este tema feito para o teatro. «Júlia Florista, Senhora do Monte, Fui de Viela em Viela, Vielas de Alfama, tem mais de 170 letras, todas feitas de forma quase paranormal», adianta aquele fadista. Max «não desenhava uma letra, era a mulher com uma quarta classe que lhe passava para o papel os poemas e depois ele assobiava para o guitarrista e alguém que percebia de música passava para a pauta e assim se fez as melodias de Max», explicou.
Desde jovem que o açoriano Carlos Amaral teve contacto com a música de Max, por isso num dos encontros com o artista madeirense ficou surpreendido quando soube que aquele homem não sabia escrever «e a minha surpresa quando soube foi quase de vergonha, porque eu pedi-lhe um autógrafo com uma dedicatória! E ele deu-ma em soneto, o qual eu guardo em vinil editado em 1977».
Agora surge a questão como é que um açoriano pretende fazer uma homenagem a Max, um artista madeirense? Carlos Amaral começa por explicar que o fado está na sua família há mais de sete gerações. E entre a música clássica, o fado e a canção popular, recebeu também em sua casa as músicas de Max.
Recorda o seu primeiro vislumbre da figura humilde de Max. Tinha entre sete a oito anos e estava de visita à Madeira com a sua família. Prestando a devida homenagem também ao dono de uma casa de fados emblemática da Zona Velha da Cidade do Funchal, o senhor Arsénio do Marcelino Pão e Vinho, foi aí nessa casa que viu o artista madeirense passar fugitivamente. «Vi o Max a passar, mas não cantou, vi aquela figura de barrete à Pierrot, muito tímida».
«Aquele abraço vai perdurar para sempre»
Mas o encontro que guarda para sempre na sua memória atravessou o Atlântico e aconteceu em New Bedford, Massachusetts, Estados Unidos da América, pela mão da diva Amália Rodrigues. «Devo dizer que tive uma sensação de tremura interior, estava ao lado de uma figura que eu gostava tanto de conhecer e ainda por cima ao lado de uma diva, que já era um mito em vida». Amália Rodrigues apresentou Carlos Amaral a Max, como sendo uma das pessoas «que canta um dos seus fados, e bem, e pediu para que eu cantasse». «Senti-me lisonjeado, mas disse a Max que tinha ido ao espectáculo para escutá-lo e ao pé do mestre ninguém canta!». Carlos Amaral foi para a plateia confiante que a história não passava dali, mas qual é o seu espanto que após duas músicas, Max chama-o ao palco. «Confrontei-me, então, pela primeira vez perante uma das vedetas da vida que passam por nós». Max afastou-se dez passos «e o que aconteceu depois valeu a pena, porque aquele abraço que ainda dura e aquela homenagem vai durar e perdurar até o final dos meus tempos», recorda Carlos Amaral.
Por estas situações e muitas outras, Carlos Amaral tenta sempre homenagear Max, que lhe fez um pedido: «onde quer que eu estivesse, com a sua existência ou não, que eu lhe cantasse a “Júlia Florista”, então a canto como a cantei junto dele, com imensa vergonha».
Consagrar definitivamente a figura de Max
O programa da grande homenagem a Max que está a ser preparado e que, em princípio decorrerá na terceira semana de Outubro, inclui vários momentos.
Para a consagração definitiva da figura de Max, o Núcelo enviou um pedido à Presidência da República para que o artista madeirense fosse agraciado com uma ordem honorífica, não inferior à que foi entregue à grande diva do fado, Amália Rodrigues. Será solicitado ao representante da República na Madeira, que esta cerimónia de entrega da comenda seja feita no Palácio de São Lourenço.
Um dos pontos altos da iniciativa, serão dois espectáculos que terão lugar no Teatro Baltazar Dias. Estes espectáculos estão já em preparação, sendo que já foram mantidas reuniões com Teresa Brazão, responsável pelo departamento cultural da Câmara Municipal do Funchal. Aberto a convidados e à população em geral, «porque esta homenagem é de todos e para todos e para ele em específico», as apresentações terão muitas novidades, onde inclui um “diálogo” com Max que está a ser preparado há mais de dois meses.
A pretensão do Núcleo é realizar dois espectáculos em honra de Max e haverá uma surpresa em que duas figuras nacionais estarão presentes. Uma delas trabalhou durante largos anos com Max, tendo também viajado pelo mundo ao lado do artista madeirense.
A colocação de lápides no edifício onde Max nasceu e uma outra onde viveu com a sua irmã está no programa de actividades, bem como a deslocalização da estátua do artista que está na Zona Velha da cidade. Carlos Amaral salienta que esta mudança é fundamental, porque neste momento não está a dignificar o artista, «não por culta do Governo Regional, porque a escultura está esplêndida, mas pela localização, por isso irá ficar à entrada da Zona Velha, junto à muralha, virada para a Rua D. Carlos I». A figura de Max está incontornavelmente ligada àquela zona da cidade, porque foi ali que viveu, trabalhou e começou como artista «e experimentou os primeiros sinais de uma morte desonrosa, o seu povo não o ajudou então damos uma oportunidade à Região de prestar a mail alta expressão da homenagem».
Um blog sobre a iniciativa (https://maximianodesousa.wordpress.com) foi ainda criado e foi também solicitado à presidência do Governo Regional um dia de tolerância de ponto ou feriado em honra de Max.
De acordo com Carlos Amaral, esta homenagem a Max é essencial para que o artista madeirense, que conseguia imitar todos os instrumentos de sopro e que tornou o “Bailinho da Madeira” e “Noites da Madeira” verdadeiros êxitos, regresse à memória de todos.
No passado já houve várias homenagens ao artista madeirense, mas «continua esquecido pelas gerações mais novas». Max «vai para além do género humano, porque ele transcendeu tudo o que poderíamos esperar de um homem sem letras, mas que se revistiu de letras, um homem sem instrução e que se revistiu de educação pura e um homem que soube traduzir a alma de um povo».
“Pomba Branca” será o hino da homenagem
O tema “Pomba Branca” será o hino da homenagem que está a ser preparada em honra de Max. Carlos Amaral explica que este tema é um hino dado à Madeira. A escolha por esta música não foi pela superioridade às outras músicas, mas pelo facto de simbolizar «a liberdade, o afecto, a amizade, a fraternidade e a grandiosidade da alma humana que é a expressão de toda a arte e do artista». O artista «soube experimentar isso naquele corpo pequeno, naquele sorriso miúdo e de uma forma extraordinária», esclareceu Carlos Amaral.
Por estes e outros factores é que Max não deveria ser esquecido. Pelo menos é a opinião da fadista Manuela Nobre. Nasceu em África e aos onze anos foi viver para o continente. Está na Madeira há cinco anos e conheceu, através da televisão, o artista Maximiano de sousa. Os fados “Noite”, “Júlia Florista” e ainda “Vielas de Alfama” são os preferidos daquela fadista, que adianta que «é de louvar a atitude de Carlos Amaral de homenagear o artista madeirense».
Já o advogado Rogério Sousa justifica a sua presença neste Núcleo com o facto de não ter sido dado relevo a uma das figuras do nosso espectro cultural. «O que me levou a contribuir foi a necessária homenagem que tem de ser feita», explicou ao JM.
Max mostrou a beleza do folclore e do fado
Max demonstrou, por onde passou, a beleza do folclore da ilha e do Fado. Tornou-se grande num curto espaço de tempo e as fronteiras do País eram pequenas para o amarrar. Carlos Amaral aprendeu o bailinho com Max «três passos para a frente, três passos para trás, três para o lado direito e três para o esquerdo» e dançou juntamente com Maria Ascenção, que era a alma do Grupo de Folclore da Camacha. Relativamente ao fado, Carlos Amaral considera que este «não é feito de choraminguices, está mal interpretado assim». O fado deve ser para cantar a liberdade da vida. E foi isso que Max fez e é com alegria que deve ser para sempre lembrado.
Queria ser barbeiro e violinista acabou por ser alfaiate e artista
Não poderíamos falar de Max sem contar um pouco da sua história de vida. Nascido no Funchal, a 20 de Janeiro de 1918, o artista acabou por falecer em 1980 e foi um dos representantes máximos da canção do humorismo e do próprio fado.
Foi uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão portuguesa desde os anos quarenta, até à sua morte. A ele se devem os êxitos como “Noites da Madeira, “Bailinho da Madeira” ou “A Mula da Cooperativa”. Nada faria prever que este jovem madeirense, que sonhava uma dia ser barbeiro, mas que acabou por ser alfaiate, viria a ser um dos mais populares artistas portugueses.
Foi no Funchal que iniciou a sua carreira artística. Queria ser violinista, tinha audição para a música, mas pouca paciência para aprender o solfejo e acabou por aprender a arte da alfaiataria.
O gosto pela música ficou sempre e começou a cantar em bares de hotéis. Em 1942 é um dos fundadores e baterista do conjunto de Toni Amaral, que se torna uma verdadeira sensação das noites madeirenses e que em 1946 acaba por conquistar Lisboa. É com o fado Mayerúe de Armandinho e Linhares Barbosa, mais conhecido como “Não Digas Mal Dela” que populariza a voz de Max e o faz sair do Conjunto de Toni Amaral.
Lançado numa carreira a solo, Max passa a ser uma estrela da rádio e em 1949 grava o seu primeiro disco com canções como “Noites da Madeira” e o “Bailinho da Madeira”. A partir daí são só sucessos: “A Mula da Cooperativa”, “Porto Santo”, “31” ou “Sinal da Cruz”. Conquistou o teatro, pelas mãos de Eugênio Salvador, na revista “Saias Curtas”, em 1952. Foi a primeira de muitas revistas que o consagraram como actor e humorista. Em 1957, inicia uma digressão pelos Estados Unidos da América, interrompida por uma doença de coração. Depois de recuperado, viaja até Angola, Moçambique, África do Sul, Brasil e Argentina. Após tanto sucesso, acaba por morrer em 1980.” Marília Dantas, in Olhar – JM.
Maximiano de Sousa was known to the general public, as the diminutive “MAX”, he was born in Funchal on January 20, 1918.
He learned how to become a tailor, and even after becoming an artist, he long maintained that profession. In 1936 he began working at night in a hotel bar in Funchal; in 1942 he was one of the founders of the Toni Amaral Band, where he was a singer and drummer.
In 1946 he joined his band mates on a trip to Lisbon where they were contracted to perform at the famous Cabaret “Nina”.
He began singing Fado in 1948; his first hit was “Não digas mal dela” with music and lyrics by Armandinho and Linhares Barbosa respectively. The success of this song was so great that he began a solo career, which quickly became a success.
In 1949 he recorded his first album for “Valentim de Carvalho”, containing two songs that became his final springboard to stardom, “Noites da Madeira” and “Bailinho da Madeira”. It was the first of many hits that would follow such as: “A mula da cooperativa” – “Porto Santo” – “31” – “Sinal da Cruz” and many more. In 1952 he began a brilliant career as an actor, at the invitation of Eugénio Salvador he participated in a piece called “Saias Curtas”, the performance pleased and he later went on to play a role in many other pieces. In 1957 he left for the United States where he remained for two years, afterwards he begins another tour of Angola, Mozambique, South Africa, Brazil and Argentina. After the huge success of this tour he returned to Portugal, and launched a new track with equaled success, “Pomba Branca”.
Apart from being a singer, Max became a very unique distinguished composer, many of his hits where his own compositions, but it’s worth noting his partnership with Artur Ribeiro in works like, “Vielas de Alfama”, “Noite”, “Rosinha dos Limões”, etc…
This great singer, composer, author and musician unfortunately left us in 1980.
Maximiano de Sousa (Max) – despite being brought up in Madeira, it was in Lisbon that Max evolved as an artist, and this was also in there that he reached the major successes of his brilliant career.
In fact – The Great MAX was a fadista from the Soul and represents a enormous piece of Lisbon’s and Portuguese Culture!
Capa de hoje da Revista Olhar, do Jornal da Madeira.
Digamos que, em princípio, seria eu a pessoa menos indicada para fazer esta introdução sobre aquilo que se designará por Grande Homenagem a MAX (Maximiano de Sousa), simplesmente por não ser natural desta primorosa e acolhedora Região Autónoma da Madeira; mas, por ser também, por nascimento e laços indeléveis de sangue proveniente das históricas e tão famosas descobertas portuguesas – Ilhéu Açoriano, e português de Alma, com naturais ramificações por aqui instaladas -, aqui estou eu “incumbido” de fazer a apologia de um ACTO que bem mais fortemente expressão teria se fosse acarretado por alguém destas tão lindas e muito exclusivas paragens geográficas, embora, salvaguarde-se aqui, através deste meu humilde mas genuíno gesto revestido de leal amizade este meu sentimento de fraternidade e esta minha autêntica tal como legítima e extremosa “união” com as gentes da Madeira e do Porto Santo e, por via disso mesmo, com o nosso tão querido e saudoso ARTISTA chamado Maximiano de Sousa, proclamado por todos os portugueses de MAX, esse que é um dos GRANDES ENTRE OS DESMEDIDOS QUE FORAM…
Claro, percebi desde sempre, que não posso mais alinhar com todos os indivíduos que ainda possam querer recusar o alvo infinitamente positivo desta tão cogitada e programada Homenagem Nacional e Colectiva, que é o próprio MAX e a sua tão impressionante como extensíssima obra musical e poética. É necessário que se dê o devido lugar de Honra a quem tanto honrou Portugal, esta Região e o seu próprio Povo. Não fosse assim, estancaríamos os Artistas Portugueses em geral como muita gente assim ainda o faz…
Quanto à impropriedade de ser eu a prefaciar esta quase antologia de uma homenagem nacional que tanto tarda, dever-se-á, porque não confessá-lo, à natural e sensível hostilidade com que acolhi esta tão famigerada e repentina abstracção e, ainda quase incómodo madeirense que desviou por certo, e ao longo dos anos, esta tão aguardada Homenagem Nacional que não pode e não deve mais tardar, sob o desiderando de virmos todos a padecer deste terrível pesadelo da deslembrança de um Grandioso Artista, que foi também Grande Estrela – tanto no teatro como na canção – distinguindo-se perpetuamente no benquisto FADO que tanto anima a Alma Lusitana de Portugal e, também, desta tão riquíssima Região Insular que o próprio MAX tão bem soube interpretar e fazer-nos vivenciar uma experiência que só quem passa por ela poderá dela própria dar testemunho fidedigno a todos os que se dignarem importar por este tão indispensável como marcante tema e respectivo evento!
Portanto, caros amigos e amantes da música portuguesa, que é, também, Cultura de Portugal e desta Região Madeirense, para o próximo mês de Outubro, em data a designar oficialmente neste blogo, teremos MAX como o GRANDE HOMENAGEADO REGIONAL, fazendo com que esta bem-querida Terra de Zarco fique mais rica e mais nobre pela qualidade – por todos apreciada – dos seus Filhos Dilectos que, na Grandiosa Obra de Maximiano de Sousa, tanto se retratam e reflectem!
Caríssimos Amigos e Simpatizantes – até lá, humildemente PEÇO a TODA a GENTE para, em todo o lado deste arquipélago, divulgarem o mais que puderem esta tão nossa iniciativa comunitária ou grupal.
Em suma, honremos quem nos honra e honrou, preferencialmente enquanto seres animados ou vivos para que possamos todos desfrutar do júbilo comum de estarmos a ser úteis em qualquer âmbito ou sector da vida e, sobretudo, para que possa – quem irá HONRAR, neste caso o Grandioso Maximiano de Sousa (MAX), não sentir que deixou uma “dívida de honra” para com o Mundo que pretendeu ou pretende SERVIR, para com a Nação onde nasceu, vive e viveu, e, finalmente, para com esta tão extraordinária Região Autónoma (ou outra qualquer) que tanto dá como magnificente conjuntura de assim poder sempre fazer, mas que, por razões várias, assim não procedeu. Enfim, sejamos agora totalmente cônscios desta altruísta atitude humana para com o nosso tão querido e saudoso MAX!
POR FAVOR, dê também a sua opinião escorreita e importante como base de apoio e justiça para com este ou qualquer outro acto que envolva o Verbo HONRAR de alguém que fez tanto (sem o saber) pela Terra onde emanou, agradecendo, desde já, a vossa tão honesta e dignificante disponibilidade para o fazer em boa hora bem como oportuna e absoluta circunstância.
Gratíssimos ficam todos os membros deste núcleo – por todas as palavras que nos forem aqui brindadas e, sobretudo, pelo valioso amparo ou estribamento que elas poderão dar-nos no desempenho destas auto-impostas funções, que muito nos honram defender e executar!
Bem-haja!
Atenta, e sempre ao dispor, em nome do Núcleo da Grande Homenagem a Maximiano de Sousa (MAX).